Procurei-te Tanto ...
Procurei-te tanto!
Nos confins do universo, no fundo do abismo escuro, na terra ressequida, na dor, no sofrimento, no desespero, nas agruras. Onde estavas?
Desci aos porões das trevas e não estavas, escalei a montanha da solidão e não estavas...
Procurei-te tanto!
Chorava muito, as lágrimas turvavam-me a visão... Até no pranto te procurei...
Onde estavas? Onde estás? Podes ouvir-me?
_ Sim, filho.
Eu era a estrela que te seguia de longe, enquanto estavas imerso nos pensamentos derrotistas...
Era o eco no abismo escuro que chamava por ti,
o orvalho que te banhava o solo ressequido,
o bálsamo para que nos momentos de dor recorresse a mim,
a alegria que te afastava dos sofrimentos, o refúgio para os teus medos, acalanto ás tuas agruras...
Era a chave que te libertaria dos porões escuros de teu coração.
Eu, filho, era a mão que te sustinha na subida da montanha íngreme e pedregosa...
E era eu quem secava tuas lágrimas, impedindo-as de caírem.
Eu sou e sempre serei tua estrada...
Por acaso me procuraste no filete d'água cristalino que corria sereno no fundo das matas?
... Nas flores que sesabrochavam silenciosas nos campos?
Fitaste o céu? Eu era a nuvem que passava...
Por acaso me procuraste no rosto de uma criança? Nas rugas de um idoso? Eu também estava lá.
Oraste? ... Persististe? ...
Por acaso olhaste para dentro de ti mesmo, buscando-me em tuas mais cândidas virtudes?
Eu sou o pólen das flores, os matizes do arco-íris...
Estava nas coisas mais simples. Estou em ti assim como tu estás em mim...
Amo-te filho. Dá-me um abraço, chama-me de Pai.
Sou teu amigo Deus, deixa-me ajudar-te...
André L. Malta / Frei Frederick

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